Câmara Institucional
Veredito

Paulo Ricardo vence batalha judicial e RPM encerra atividades oficialmente

O ex-voaclista da banda batalhava contra Fernando Deluqui, guitarrista e último membro original ainda em atividade com o grupo

06/06/2024 10h18Atualizado há 2 semanas
Por: Redação
Fonte: Rolling Stone Brasil
Paulo Ricardo - foto: Divulgação
Paulo Ricardo - foto: Divulgação

O cantor e compositor Paulo Ricardo, ex-vocalista do RPM, conseguiu na justiça que o ex-colega e guitarrista da banda, Fernando Deluqui seja proibido de usar o nome da marca, segundo informações de Rogério Gentile. Segundo o cantor, a formação atual se trata de uma "banda cover."

Deluqui é o último membro da formação original que segue no RPM. Com novos integrantes — Dioy Pallone, Kiko Zara e Gus Martins — o grupo, que foi uma das maiores sensações do rock nacional nos anos 1980, se apresentava usando o mesmo nome.  

"Muitos fãs e consumidores acabam por ser enganados", afirmou Paulo Ricardo à Justiça. "Acreditam adquirir ingressos e produtos do RPM quando em verdade é de outra banda." Ele ainda disse que o motivo do processo era proteger a memória e o legado da banda, "que faz parte da história de tantas pessoas." 

Na sentença, a juíza Luciana Alves de Oliveira proibiu o uso do nome RPM alegou que a banda atual está "absolutamente desfigurada e que isso implica em clara desvalorização da marca".

Em razão das mortes do baterista Paulo Pagni em 2019 e do tecladista Luiz Schiavon no ano de 2023, Deluqui só poderá usar o nome com as autorizações de Paulo Ricardo e dos herdeiros.  

Defesa do guitarrista 

Fernando Deluqui, por sua vez, declarou à Justiça que o vocalista foi excluído do grupo por ter descumprido contratos e outro acordo judicial com os demais integrantes.

"A bem da verdade Paulo Ricardo, desde a fundação da banda, sempre teve como foco principal o individualismo e sua carreira solo e nunca teve o mesmo espírito de grupo que os demais integrantes", afirmou.

O guitarrista acrescentou que, em momento algum, a formação atual engana seu público por deixar claro quem são os novos integrantes, não se utilizando da imagem de Paulo Ricardo em produtos comerciais. Ele ainda citou os grupos Barão Vermelho e Deep Purple, que continuam suas atividades sem integrantes originais.

"Alteração na formação de bandas de rock, nacionais ou internacionais, é algo muito corriqueiro e, por óbvio, as bandas prosseguem com suas atividades e com os nomes pelos quais são conhecidas, sem que isso possa representar qualquer conduta enganosa em relação a seus fãs e ao público em geral", completou Deluqui.

 

Nenhumcomentário
500 caracteres restantes.
Seu nome
Cidade e estado
E-mail
Comentar
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas.
Mostrar mais comentários
Ele1 - Criar site de notícias